Um dia caminhando, pensava
Em como seria a vida se todos
Usassem a cabeça da mesma forma.
Se todos chorassem pelo mesmo amor.
Ou se amassem o mesmo ser.
Que coisa seria, o mundo
Sem os hipócritas, sem as mentes sórdidas
A maquinar.
Sem os homens a desejar…Ah, os homens a desejar.
Verdade, a vida, o ser tem que ser diferente.
Não dá para misturar sordidez com desejar.
Amar com odiar. É preciso separar.
As cabeças não são as mesmas, os olhares
Não se dirigem para o mesmo lugar.
Nem mesmo dá para se imaginar, os mesmos
Pensamentos.
Eu sou eu, em frente ao mar ou no bar. Mas
Sempre a desejar o bem estar, o planejar,
O querer estar a caminhar e diferenciar.
Não igual, a mesmice. Uma frenética busca
De ações, emoções, corações, sensações.
Um trabalho intenso, não a esmo. Mas a
Propagar, a ensinar, a mostrar, como é
Possível ser feliz, com tão pouco na cabeça.
Mas uma vontade infinita de se abrir, de abrir
Para receber, de receber para distribuir.
Um dia caminhando, descobri: não somos iguais,
Não dá nem para dividir o mesmo amor.
Oh! humano egoísta. Ame e deixe-se ser amado!

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