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O Pequeno Príncipe... e o que tenho a ver com isso?

13.04.2016

 

O piloto francês e escritor, Antoine de Saint-Exupéry, em 1943 escreveu o livro  ’O Pequeno Príncipe’, sem saber, claro, que um ano depois ele iria desaparecer ‘no ar’ durante a Segunda Guerra após decolar de uma base aérea na Córsega e o corpo dele nunca seria achado. Não imaginou sequer mesmo que o seu “Petit Prince” viraria um best-seller mundial, um tipo de literatura que se lê e relê, e sempre tão atual.

 E faço uma rápida releitura do livro, trazendo para o mundo de hoje, onde o homem vive para ‘Ter’ mais e mais, sem se importar com o que cativa ou com a efemeridade da vida, e nem se dando conta de que uma flor possa ter espinhos para se defender. Ao não mais olhar para uma flor com doçura, estaríamos perdendo o perfume da vida?

‘As pessoas grandes’ deveriam ser proibidas de desencorajar os seres menores quando estes usarem de um lápis e rabiscar um desenho. A esse comportamento chamamos castração, ao determinar que alguém esqueça o desenho e vá estudar geografia, administração, medicina...Corremos o risco de perder um talentoso artista e termos um péssimo médico. Quantos exemplos temos no nosso dia a dia de gente que se recuperou em tempo, e partiu para realizar o seu sonho, desejo e talento.

A simplicidade de ser um ´Pequeno Príncipe´ nos provoca uma reflexão sobre o quão simples pode ser a vida, perfazendo as curvas, subindo ou descendo os caminhos, enfrentando as tempestades do dia a dia com coragem e determinação, confiança, sabendo que “quando andamos sempre em frente, não podemos ir longe”.

 Para receber o crédito necessário à sua descoberta do novo asteroide B612, o astrônomo turco do livro precisou trocar as suas roupas típicas por um terno e gravata para que a sociedade reconhecesse o seu trabalho e lhe desse atenção. Assim é o ser humano: precisa cobrir o corpo com ouro e pedras preciosas para ser visto e ouvido e ter atenção social, porque os outros não se importam com o conteúdo do terno.

A felicidade se estampa nos números:  o salário é de R$ 25 mil, fulano tem um apartamento de R$ 800 mil, quanto ele gastou na festa ou nas férias, o carro de R$ 200 mil, e assim vai a criatura chic e poderosa que, ao menor descuido, pode perder os amigos quando estes se derem conta de sua perda de poder dos números. O caráter, a família que tem, a dedicação aos animais, o sentimento solidário e fraterno, a discrição, o respeito, são como sementes de ”roseira ou rabanete, podemos deixar que cresça à vontade”.

Mas o solo do planeta está infestado de sementes de baobás, seres que infiltram as suas raízes na presunção, na preguiça, na indisciplina, na crítica do mal e do bem, na usurpação e abuso do poder, na corrupção, no empobrecimento das ideias. “Quando se trata de baobas, é sempre uma catástrofe...Crianças! Cuidado com os baobas!”

“O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry é leitura permanente e atual, tipo livro de cabeceira.

 

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