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Andanças pelo País dos Cátaros

16.05.2016

Cristãos dualistas, quando os dois princípios se confrontam, o bem e mal, os Cátaros, que ganharam esse nome muito tempo depois das barbáries das cruzadas católicas, viveram no Languedoc/Pirineus entre os séculos XI e XIII. Eram os albiginenses. Eles tinham as suas próprias liturgias e sacramentos, não eram católicos, portanto não se submetiam às ordens do Vaticano e apenas  seguiam o Evangelho de João. Eram seguidores de Jesus. Os Cátaros acreditavam na reencarnação, acreditavam que esse mundo em que vivemos é a criação do mal e o corpo um obra criada para abrigar a alma para a nossa evolução, nos libertar e liberar a alma que acederia ao bem para estar pronta para um próxima reencarnação livre dos apegos e dos bens materiais. 


Os Cátaros eram vegetarianos, respeitavam a natureza e apenas aceitavam comer peixes por entender que eles também vem da terra.  Acreditavam que Cristo não veio ao mundo para pagar pelos pecados originais, mas sim para revelar aos homens os caminhos para a libertação do espírito,  se livrar do mal e se integrar ao Reino de Deus. Essa via era o batismo do espírito, sacramento praticado pelos Cátaros, o mesmo que Jesus conferiu aos apóstolos. A única oração que praticavam era o Pai Nosso, rejeitavam a Eucarístia e a cruz como símbolo do suplício do Cristo e rejeitavam o principio do livre arbítrio. Para alcançar a pátria celestial, o homem deveria ter uma alma pura e se não a conseguia, deveria reencarnar em um novo corpo. Para eles, os verdadeiros pecados são aqueles que afetam a alma, aqueles ditos por Cristo  no Sermão da Montanha: matar, adultério, roubo e blasfêmia. Bom, uma longa história se passa ao longo de mais de 200 anos após JC, e inclui o início das cruzadas aos heréticos, os Cátaros e seus simpatizantes, levando muitos sacerdotes Cátaros, ou perfeitos e perfeitas, para a fogueira  e outros tantos se matam para não se subjugar à Igreja Católica, e poucos conseguiram fugir indo para cidades na fronteira espanhola. 


O tempo passou, mas a base do princípio cátaro, o dualismo do bem e do mal, para aprendermos a purificar a alma, continua aplicada em formas diferenciadas pelas religiões. O que incomodava o Vaticano nessa época cátara era outra coisa, mas é assunto para outro texto. Os Cátaros sofreram o que chamamos hoje de intolerância. 

 

Juntos com tantos outros, negros, homossexuais, praticantes de outras religiões ou filosofias, algumas nacionalidades, hoje, eles são exemplos de que ainda temos que reencarnar várias vezes para sermos puros, ou como dizem os espíritas, seres evoluídos. Podemos começar agora com amor, desapego e respeito, a nós e aos semelhantes,  conscientes de que a natureza faz parte desse processo. Os Cátaros comiam o que plantavam, usavam as ervas da Terra para a cura e assistiam aos necessitados, não viviam de imponência. Simples seguidores de Jesus.

 

 


 

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