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O Budismo sai dos muros

Lérab Ling, um pedaço de liberdade Tibetana

 

 

 

Encravado nas montanhas do Pirineus do Sul, na região do Languedoc, França, o mosteiro budista tibetano Lérab Ling, é considerado um pedaço do Tibet livre. O magnífico templo inaugurado em 2006, reúne todo o estilo dos mosteiros tibetanos tradicionais, parecidos com os que se encontram nos Himalaias e capaz de receber mais de 3.000 pessoas. Mais do que uma bela construção, o Lérab Ling tem como compromisso difundir e ensinar a quem se interessar, a prática e os conhecimentos do Buda, sustentados na compaixão.

Lérab Ling é um templo para os tibetanos e para o mundo. Está localizado na vila de Roqueredonde, a uma hora de Montpelier, numa montanha repleta de verde por todos os lados o que propícia uma das mais belas vistas dos Pirineus do Sul. O seu criador, ou empreendedor, é Sogyal Rinpoché, um mestre tibetano de renome mundial, autor do ´Livro Tibetano do Viver e do Morrer´, e fundador do Instituto Rigpa de ensinamentos budistas. O Rinpoché atuou no filme O Pequeno Buda, de 1993, dirigido por Bernardo Bertolucci, onde faz um papel de um Lama nos EUA. Sogyal realizou não apenas o sonho dele, mas de milhões de tibetanos que gostariam de ver o seu mundo no Ocidente, sendo conhecido, estudado e compreendido .

No último mês de maio, durante uma conferência internacional sobre meditação e plena consciência, no próprio mosteiro, Sogyal Rinpoché, palestrante de honra, deixou claro que o Budismo quer estar presente no mundo, saindo de suas fronteiras para levar a todos a prática e o conhecimento do buda, que vem a ser o nosso espírito capaz de transformar todos os nossos sentidos para o próprio bem de cada indivíduo. “A natureza do nosso buda, é o amor”, disse o Rinpoché.

O templo Lérab Ling é aberto à visitação pública e para retiros espirituais individuais ou em grupo. Recebe pessoas de várias partes do mundo, e vive de suas próprias atividades, dos artigos budistas que comercializa em sua loja e de doações de empresas, instituições, alunos e simpatizantes da causa budista.

O mosteiro levou três anos para ser construído, mas o projeto de realização desse sonho de Sogyal Rinpoché começou em 1991 quando conseguiu adquirir a área para fazer a escola de ensino das tradições do budismo tibetano. A arquitetura nada deve aos mosteiros dos Himalaias, e o seu interior envidraçado, tem uma linda vista para as montanhas e no altar uma estátua do Buda Shâkyamuni de sete metros confere toda a majestade do templo, adornado ainda com imagens de mestres importantes na educação de Sogyal. O custo da obra chegou a oito milhões de euros, conseguidos através de patrocinadores de várias partes do mundo.

A sua construção, claro, foi um desafio não somente financeiro, mas arquitetônico, pois os arquitetos responsáveis precisavam unir os princípios tibetanos com as técnicas modernas de construção. Para a sua grandiosa decoração, coube a uma equipe de artistas e artesãos da Índia, Nepal e Butão, todo o trabalho que depois foi finalizado por artistas da Birmânia, estes responsáveis por esculpir a estátua central do Buda.

Lérab Ling é um pedacinho do Tibet livre, no ocidente, que vale à pena ser visitado e apoiado.

 

 

Sogyal Rinpoché

 

É um mestre budista tibetano de renome mundial e autor do ´Livro Tibetano do Viver e do Morrer´, e fundador-diretor espiritual do Instituto Rigpa e do Lérab Ling. Nasceu no Tibet, e ainda bebé foi reconhecido como reencarnação de Terton Sogyal Lérab Ling (1856-1926), grande mestre e visionário do século XIX e que foi um dos mestres do 13º Dalai-Lama. Sogyal Rinpoché recebeu toda a sua formação tibetana de um lama, e foi alunos de alguns dos mais importantes mestres de todas as escolas budistas. Em 1971 foi estudar religiões na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e há mais de 30 anos é professor e viaja por todo o mundo levando o conhecimento do budismo tibetano calcado na compaixão.

Sogyal Rinpoché é respeitado no ocidente. Em maio desse ano, durante a sua palestra na conferência internacional sobre meditação e plena consciência no Lérab Ling, ele lembrou que o amor deve ser incondicional, capaz de transformas as pessoas e que a verdadeira natureza do ´buda´ é o nosso espírito. “O maior sucesso do mundo não é nada. O mais importante é voltar para si mesmo e sentir o amor que existe dentro de si mesmo. É preciso acordar, despertar, porque o espírito é a raiz de todas as coisas, criador da alegria, da dor, do sofrimento. O espírito pode transformar a nossa vida num paraíso, ou num inferno”, diz o Rinpoché.

E finaliza para reflexão: “Devoção é amar a você mesmo. Amar sem medo e sem condição”.

Sim!

(matéria publicada pela Revista Class, em 2015)

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