O Príncipe R e a Coroa de Luz

08.02.2017

 

Existia uma cidade no Planeta Gaia, localizada nas montanhas distantes da área central desse mundo em que vivemos, toda cercada de altos muros de proteção. Lá o Rei Antúrio, era considerado pelo seu povo como um Rei muito bondoso e caridoso, que cuidava de sua gente como ele cuidava de sua família.

Nesse reino morava Dama, uma jovem que tinha sido enfeitiçada por uma fada má quando era ainda pequena, e esse feitiço lhe tirou a formosura de uma criança, deixando nas suas faces marcas de arranhões como se tivesse sido ataca por um grande felino. Essas marcas não deixavam a Dama, é verdade, feia, mas também não permitia qualquer vestígio de beleza. Assim a Dama cresceu sabedora de seu feitiço que um dia desapareceria quando ela encontrasse a Luz do Senhor Deus muito iluminada diante de suas faces. Os pais da Dama percorreram muitos Reinos em busca dessa Luz, mas nada encontraram que surtisse o efeito necessário para fazer desaparecer as marcas felinas da face da Dama.

 

Dama cresceu e se transformou numa forte e generosa jovem em sua cidade, e ela nunca ficava triste quando as outras crianças e jovens riam de suas marcas na cara. Um dia, ela sonhou que um Anjo lhe tinha dito que os dias das marcas no rosto estavam contados e que logo, logo, tudo desapareceria como num passe de mágica, ou melhor, com Amor. Sim, é verdade! Dama entendeu que o Amor iria curar essas feridas. E, sempre depois da escola, Dama partia para as ruas de sua cidade para ajudar as pessoas mais necessitadas, as mais pobrezinhas do Reino, levando frutas e muitas palavras de Amor para falar às pessoas. Ela sabia que as palavras eram sagradas, como as escrituras do Senhor, cujo poder é Sublime.

Numa dessas saídas, Dama foi para a praça do Reino onde ficavam os doentes, alguns abandonados pelas famílias, outros que esperavam pela cura de Deus. Enquanto consolava um doente, abraçava outro, distribuía uma fruta, Dama percebeu a chegada do grupo Real, e à frente estava o Rei Antúrio que, à distância, vinha observando aquela jovem se ocupando dos mais necessitados do Reino.

 

Assim que se aproximou, todos se curvaram em cumprimento ao Rei Antúrio que era só sorriso. Sua Majestade caminhou por entre os doentes, sob o olhar curioso e encantado de Dama que, pela primeira vez nesses seus 18 anos de vida, via um Rei em sua vida. O Rei andou e andou, até parar em frente à Dama e perguntar quem era ela. Dama, de cabeça baixa nesse momento, disse que era a filha de Léa e Isaque, que vendiam frutas e legumes no mercado. Curioso, o Rei pediu que levantasse a cabeça e reparou as marcas felinas nas faces da jovem. Espantado queria saber as razões e quem teria tido a coragem de cometer tamanha falta grave.

 

Dama relatou a sua história e, enquanto falava, o Rei percebia que atrás de sua cabeça raios de Luzes brilhavam, embora nesse momento o dia estivesse nublado e o frio fosse mais intenso. Encantado, o Rei Antúrio que tinha assumido o trono não havia mais do que dois anos, e aguardava que a sua Rainha fosse encontrada em um dos Reinos do Planeta Gaia, se surpreende de amor pela jovem. E, duas semanas depois, o Rei Antúrio e Dama se casavam, e ela ganhava o título de Princesa Dama. Para o Rei aquelas marcas nas faces de sua esposa eram raios de Luz brilhantes como o sol, criados por Deus.

 

Meses se passaram até que a Princesa Dama traz ao mundo o príncipe, o filho do Reino para a alegria de todos. Quando o Príncipe R nasceu as trombetas soaram e os sinos badalaram anunciando a sua chegada em toda a cidade real. O povo cantava e dançava de alegria em homenagem à família real. A Princesa Dama mesmo depois de casada, não abandonou o seu povo e continuava visitando os mais pobres e os doentes; e toda a cidade a respeitava e a amava pela sua maneira simples de ser.

 

Assim que o Príncipe R foi colocado em seus braços, a Princesa Dama foi envolvida em muitos fachos de Luzes, brilhantes como o Sol e que aqueciam a todos que estavam por perto, proporcionando uma sensação de Paz, Harmonia e Amor. E logo, nas faces de cada pessoa, o sorriso brotava nos lábios como uma planta que germina na terra. O pequeno Príncipe movimentava a pequena cabecinha e a olhar de um canto a outro. Quando os fachos de Luzes sumiram, o Rei Antúrio e os que o cercavam levaram um susto ao olhar para a Princesa Dama: as marcas felinas em suas faces havia, desaparecido por completo!

Claro que o acontecido percorreu o pequeno Reino do Planeta Gaia, fazendo com que todos se encantassem com os raios de Luz emitidos pelo Príncipe R mesmo sem ter visto uma luzinha sequer. A Princesa Dama teve outros dois filhos, um menino e uma menina, que se juntavam com o Príncipe R para correr as montanhas atrás dos carneirinhos, colher flores e frutos que levavam para a mãe, para que ela pudesse distribuir aos mais pobres.

 

O tempo foi passando, e logo o Príncipe R passa a acompanhar a sua mãe nas visitas aos doentes e aos pobres. O sorriso do Príncipe R era contagiante, ele era alegre, sem medos, era corajoso e forte e gostava de escrever historinhas de fadinhas, princesas, raios de Luzes, e sempre falando de amor e de felicidade. O Príncipe R era, por sua vez, pura alegria! Nas visitas ao lado da mãe, o Príncipe ajudava a curar as pessoas, fazendo-as se sentir melhor, mais fortes, e dispostas. O povo do Reino dizia que o Príncipe R tinha uma coroa de Luzes em torno de sua cabeça, que fazia iluminar o ambiente e a todos em sua volta, e quando ele partia, as pessoas se sentiam muito bem e felizes.

 

Essa Coroa de Luzes em torno do Príncipe R era uma benção para o Reino do Rei Antúrio, e muito parecido com as luzes vistas em torno da cabeça da mãe dele.

Claro que algumas fadinhas más tentaram fazer maldades no Reino, porque todos sabem que o Bem e o Mal acompanham a todos nós. Mas, os habitantes do Reino eram fortes, determinados e tinham muita fé em Deus, e reconheciam na Coroa de Luz do Príncipe R a presença divina protegendo as famílias dessa pequena cidade.

 

Aos oitos anos de idade, o Príncipe R era querido por todos que viam o seu Sorriso brilhante, alegre e sabiam que ele seria um Garoto de muita coragem e que venceria os desafios que surgissem em sua vida no Reino, sob a proteção de Deus, sempre. O seu sorriso é a sua marca, que fica na memória de quem o conhece.

Ah! O R do Príncipe R, quer dizer Raios!

 

  • PS: Essa história foi escrita para o princípe R, 8 anos, um garoto sem medos, corajoso e determinado, que conheci no hospital infantil quando lá chegou para operar um tumor em seu cérebro. R continua lutando pela sua vida porque sabe que as Luzes brilham em torno de sua cabeça. R é escritor e me mostrou as suas historinhas infantis e me pediu que a publicasse em um livro. R foi desenganado após a cirurgia, ficou em coma, saiu do coma, ainda não fala e nem abre totalmente os olhos, mas R nos mostra que escuta e mostra os seus sentimentos, chorando, quando escuta trechos do Evangelho.

  • R chorou quando li uma passagem de Jesus e me emocionou. Continuamos implorando a Jesus por ele.

  • O Príncipe R vai vencer!

     

     

     

     

     

     

     

     

     

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