Paris, fragmentos


O ET de Paris

Coisa estranha não é ver um ET, com a sua espaçonave girando e brilhando. Coisa estranha não é ver um ET, pequeno ou grande, em sua espaçonave girando e brilhando. Coisa estranha é ver no metrô de Paris uma mãe cobrindo a filha bebê do sol ardente com uma dessas mantas, quentinhas e boa para o inverno. Coisa de ET essa mãe cri-cri. Socorro!

A proposta

Um dia, um verão, um praia, um barco, um casal e uma outra mulher. Uma proposta meio assim, meio assado... a proposta. Um plano audacioso, um homem e apenas uma mulher, um barco, o mar e uma ilha. Vamos? Pergunta ele à segunda mulher. Como assim? E a esposa? Tudo bem, tudo bem... Não obrigada, não gosto de barcos, fico enjoada com o balanço do mar. Sai em fuga a mulher. Uma proposta, um barco, um homem, uma sereia e o seu canto de negação. Ele, assim, meio assado, desorientado.

A sereia foi cantar n’outra praia, livre, afinada e encantada com o pescador e a sua rede.

Sombras

Um chapéu de palha, com uma fita preta de gorgorão e um laço bem feito atrás. Esconde o sol, faz sombras, embaixo dele uma mulher. Um homem se aproxima rouba-lhe um beijo, rápido, na face direita e se vai.

Reencarnação

Um tempo, eu chego, eu fico, eu vou, mas eu volto pois ainda não terminei as tarefas.

Ainda quantas vezes esse vai e vem?

Ah, não sei!

Paris, 25/05/17

Posts Recentes
Procure pelas Tags
  • Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • Google+ Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Pinterest Social Icon
  • Instagram Social Icon

Procure pelas Tags