Sob o leito da vida


Corre no homem o sentimento da preservação de sua própria espécie e, muitas vezes ele caminha levando legiões de humanos em torno de uma batalha que ao final pertence a uma única pessoa, a ele mesmo. Ao longo de sua existência o homem busca o leito da eternidade, como se pudesse encontrá-lo nas esquinas por onde passa e nele repousar o corpo fatigado e a mente perturbada. O destino a cada um pertence e as grandes mentes saberão distinguir a leveza do pesado, oferecer um sorriso em lugar de lábios cerrados.


Sob o comando de uma mente leve e tranquila, nas legiões de humanos podemos reconhecer o momento exato de repousar o corpo e a mente no leito da vida. Com a natureza regado de águas límpidas e claras, aquecendo a pele com os raios de sol e refrescando o dorso na neve, permitindo que o infinito céu azul resplandeça na íris dos seus olhos, acalmando coração e mente. O pensamento se libera da torturante batalha interior entre o seu ego e o que não te pertence, porque alheio é o destino de cada um.


Sob o leito da vida, poucos percebem que os atos são individuais, mas atitudes refletem no coletivo das legiões de humanos. Uma mente grande e segura saberá tratar as inquietudes cotidianas e adversas, com a mesma natureza de um rio que corre pelas montanhas e se lança de encontro ao mar.


(do livro Pensamentos, 2012, Carminha Corrêa Jecko)

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